3 de dez de 2015

Hematócrito

O Hematocrito do meu filho deu um pouco alto 43,1% , mas só o médico dele poder avaliar esse exame direito e não eu que não entendo nada.
O hematócrito é um exame de sangue que serve para avaliar a percentagem das células vermelhas do sangue, conhecidas por glóbulos vermelhos ou hemácias, no volume total de sangue, ajudando a identificar e diagnosticar alguns problemas como a anemia, por exemplo.
O hematócrito baixo pode indicar a presença de anemia ou sangramento, já o hematócrito alto pode indicar a presença de desidratação.

Hematócrito baixo

O hematócrito baixo pode indicar a presença de:
  • Anemia;
  • Sangramento;
  • Desnutrição;
  • Falta ou diminuição de vitamina B12, ácido fólico ou ferro;
  • Leucemia;
  • Hiper-hidratação.
O hematócrito baixo na gravidez pode ser indicativo de anemia, principalmente se o valor da hemoglobina e da ferritina também estiverem baixos. A anemia na gravidez é normal, no entanto, pode ser perigosa para a mãe e para o bebê. Saiba mais em: Anemia na gravidez.

Hematócrito alto

O hematócrito alto pode indicar a presença de:
  • Desidratação;
  • Baixos níveis de oxigênio no sangue;
  • Doença pulmonar;
  • Doença cardíaca congênita;
  • Eritrocitose, que é o aumento anormal de células vermelhas do sangue.
Além disso, o hematócrito alto também pode indicar policitemia, que é caracterizada pelo excesso de células vermelhas no sangue. Saiba mais em: Policitemia.

Valores de referência do hematócrito

Os valores de referência do hematócrito variam de laboratório, mas geralmente o valor normal do hematócrito é:
  • Mulher: 35-45%
  • Homem: 40-50%
Muitas vezes, apesar de haver alguma alteração ligeira nos valores do hematócrito, isto não representa necessariamente um problema de saúde, por isso, o médico é quem deve interpretar os resultados e, de acordo com outros exames e valores, fazer o diagnóstico.
A policitemia é caracterizada pelo número excessivo de células vermelhas no sangue, resultando em um aumento da viscosidade do sangue que faz com que este ande mais lentamente dentro das veias, podendo provocar dores de cabeça, tonturas e, até, infarto.
Geralmente, a policitemia é diagnosticada após um hemograma e pode ser dividida em:
  • Policitemia primária: também conhecida como policitemia neonatal ou policitemia vera, acontece devido a alterações na produção de células sanguíneas pela medula;
  • Policitemia secundária: é resultado de outras doenças, como tumores renais ou DPOC.
A policitemia não tem cura, mas pode ser controlada com remédios e transfusões para diminuir a viscosidade do sangue e prevenir complicações, como AVC ou embolia pulmonar.

Tratamento para policitemia

O tratamento para policitemia deve ser orientado por uma hematologista, no caso do adulto, ou por um pediatra, no caso do bebê e da criança, mas, normalmente, é iniciado com a transfusão de meio litro de sangue para reduzir a quantidade de células vermelhas no sangue. A transfusão deve ser feita várias vezes ao longo dos anos, dependendo da quantidade de células vermelhas que cada paciente tem no sangue.
Além disso, o médico também pode recomendar o uso de remédios que reduzem a viscosidade do sangue, como aspirina, ou que diminuem a produção de células vermelhas, como Interferão ou Hidroxicarbamida, para evitar as complicações e sintomas da doença.

Sintomas de policitemia

Os principais sintomas de policitemia incluem:
  • Dor de cabeça constante;
  • Visão embaçada;
  • Pele vermelha, especialmente no rosto, mãos e pés;
  • Cansaço excessivo;
  • Coceira na pele, principalmente após o banho.
Os sinais e sintomas de policitemia são raros na fase inicial da doença e, por isso, a policitemia pode ser diagnosticada apenas durante a adolescência ou na idade adulta.
No entanto, devido à viscosidade do sangue, o paciente apresenta maiores chances de desenvolver um AVC, infarto agudo do miocárdio ou embolia pulmonar, sendo que, por isso, é necessário aos sintomas destas complicações, chamando uma ambulância imediatamente.
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