31 de jul de 2015

Lego: saiba tudo sobre o brinquedo que fascina crianças e adultos

Antes que você diga “ué, porque tem uma matéria sobre um brinquedo de criança no blog da Arkade?”, não esqueça que as pecinhas de Lego são muito mais que um brinquedo de criança, e já se enraizaram em diversos nichos da culturas pop, inclusive nos nossos queridos games!

Antes de falar sobre os games, vamos voltar no tempo e descobrir como foram criados estes bloquinhos que fazem a alegria de crianças (e também de muitos marmanjos!). As primeiras peças de Lego foram criadas no longínquo ano de 1932, por um carpinteiro dinamarquês chamado Ole Kirk Christiansen.
Por conta da grande crise de 1929, a demanda pelos produtos e serviços de carpintaria do Sr. Christiansen andava bem fraca naquela época. Como ninguém mais encomendava móveis e coisas do tipo, ele decidiu aproveitar seu tempo livre para inventar brinquedos, atividade esta que começou como um simples hobbie.
Em 1932, o Sr. Christiansen estava trabalhando em um novo tipo de jogo que misturasse a inventividade dos quebra-cabeças com a mobilidade dos brinquedos tradicionais.Esta ideia o levou a criar pequenos bloquinhos de madeira que podiam ser encaixados uns nos outros. Estavam criados os “avôs” do Lego tal qual conhecemos hoje.

Somente dois anos após inventar os bloquinhos foi que o carpinteiro decidiu dar um nome para a sua criação. Em 1934, ele batizou sua pequena companhia de Lego, uma aglutinação da frase “leg godt”, que no idioma dinamarquês significa algo como “brinque direito”. Coincidentemente (ou não), a palavra Lego também pode ser traduzida do latim para algo semelhante a “eu monto”.
Em meados da década de 40, as lojas de brinquedos foram invadidas pelos Kiddicraft Self-Locking Building Brick, tijolinhos de montar fabricados e patenteados no Reino Unido. O brinquedo era bastante semelhante ao Lego dinamarquês, mas com um grande diferencial: eram feitos de plástico, material que é muito mais maleável e otimiza a produção em grande escala.
Empolgado (ou enciumado) com o sucesso dos tijolinhos ingleses, o (ex-)carpinteiro tratou de estudar minunciosamente o brinquedo concorrente. Em 1949, ele largou a madeira, investiu em maquinário importado e criou os Automatic Binding Bricks, praticamente os pais das pecinhas de Lego que temos hoje.

Já no início da década de 50 as peças de Lego passaram pela sua última reformulacão significativa, o que tornou-as praticamente universais com todas as variações de Lego posteriormente fabricadas. Acredite, se você pegar uma peça de Lego lançada em 1953 e outra que acabou de sair da loja, elas vão se encaixar perfeitamente!
Bom, para resumir a enorme evolução da empresa, atualmente o grupo Lego já possui fábricas ou lojas em mais de 140 países – inclusive no Brasil – e gera mais de 10 mil empregos ao redor do globo. A variedade de produtos só cresceu, e hoje temos pacotes específicos para montar cidades, castelos, naves espaciais, dinossauros, navios pirata e mais uma infinidade de coisas.

Temos ainda os kits de Lego exclusivos para a robótica, que apresentam motores, sensores e peças mais avançadas, que instigam a criação de robôs que possam executar determinadas atividades. Estes pacotes são muito utilizados em escolas, que participam inclusive de torneios e competições. Os bloquinhos também são amplamente utilizados em aulas de matemática, economia e raciocínio lógico.
Com uma marca mais do que consolidada na área dos brinquedos, de uns anos para cá a empresa resolveu se aventurar em novos terrenos: entre roupas, filmes e parques temáticos, o destaque vai para os games e produtos licenciados de grandes franquias do cinema e da literatura.
Com esta diversificação quem saiu ganhando fomos nós, os gamers, pois os jogos da série Lego conseguiram mesclar de maneira muito divertida o melhor de dois mundos: de um lado, temos o visual sempre simpático e colorido dos bloquinhos. De outro, os personagens carismáticos e histórias fantásticas saídas diretamente das páginas dos livros e roteiros de cinema.
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