9 de set de 2014

É verdade que é perigoso acordar uma criança sonâmbula?

Não, não é perigoso acordar uma criança no meio de um ataque de sonambulismo, mas vai dar mais trabalho para você. Ela vai ficar confusa, pode chorar e demorar a pegar no sono outra vez. 

O mais aconselhável, no caso de uma criança que caminha dormindo, é simplesmente guiá-la de volta para a cama. 

Os ataques de sonambulismo tendem a acontecer até duas horas depois de a criança adormecer, portanto é grande a chance de ainda haver adultos acordados em casa para ajudar o "fugitivo" a voltar para a cama. 

Mas, como não dá para garantir, o melhor é tomar precauções para evitar acidentes: 

  • Recolha do chão brinquedos e outros obstáculos, para que a criança não tropece.
  • Se tiver escada em casa, instale um portãozinho.
  • Instale redes de proteção nas janelas se morar em apartamento ou em sobrado.
  • Tranque as portas e janelas (e não deixe a chave na fechadura).
  • Há quem instale um daqueles sininhos usados em lojas, que avisam quando alguém passa da porta. Assim dá para saber quando há "aventura" na casa.
sonambulismo é bastante comum. Mais de 15% das crianças têm pelo menos uma crise de sonambulismo na vida, e entre 3% e 4% têm ataques frequentes. Aparentemente as crianças tendem a caminhar dormindo quando estão cansadas demais (não vêm dormindo o suficiente), quando estão ansiosas ou quando estão com febre. Leia também sobre:

Terror noturno:

O que é terror noturno?

Os terrores noturnos acontecem com pelo menos 5 por cento de todas as crianças, e podem começar já aos 9 meses de idade. São um transtorno do sono misterioso, que ocorrem quando a criança está numa fase em que dorme profundamente, mas não sonha. 

Durante uma crise de terror noturno, a criança pode chorar, gritar, gemer, sentar na cama e se debater. Mesmo que ela esteja de olhos abertos, não sabe que você está ali e não se acalma. A crise pode durar alguns minutos ou até mais de meia hora, e, depois que passa, a criança volta a dormir. No dia seguinte, não vai lembrar de nada. 

Mas isso não é um pesadelo?

Os pesadelos ocorrem durante a fase do sono conhecida como REM (movimento rápido dos olhos), que é quando as pessoas sonham. Depois de um pesadelo, a criança tem idéia do motivo de estar assustada, e depois dos 2 anos começa a explicar o sonho. 

Outra coisa que acontece com os pesadelos é que a criança pode ficar com medo de voltar a dormir, e no dia seguinte consegue se lembrar de que teve um sonho ruim. 

O que eu posso fazer na hora do terror noturno?

É claro que seu primeiro instinto vai ser tentar acalmar seu filho, mas é bem possível que nada que você faça adiante (afinal, ele está dormindo). O que dá para fazer é ficar por perto para garantir que ele não se machuque. Os especialistas recomendam nem mesmo falar com a criança ou pegá-la no colo, porque isso pode prolongar o episódio. 

Em 15 ou 20 minutos, seu filho deve se acalmar sozinho e voltar a dormir. É uma situação que costuma ser desesperadora para os pais: ver a criança ali tão assustada e não poder fazer nada. Mas é melhor, dizem os especialistas, não tentar acordá-la. Console-se ao saber que pelo menos ele não vai lembrar de nada depois. 

Há algo que eu possa fazer para evitar que o terror noturno aconteça?

Sim, há várias medidas que você pode tomar para diminuir a chance de seu filho sofrer dos terrores noturnos. Em primeiro lugar, veja se ele está dormindo o suficiente. Crianças que ficam cansadas demais têm mais tendência a passar por terrores noturnos. 

Para fazer com que ele durma mais, prolongue a soneca da tarde, deixe-o dormir um pouco mais de manhã ou então coloque-o na cama mais cedo à noite. E capriche no ritual da hora de dormir, para ajudá-lo a se acalmar. 

Os terrores noturnos costumam acontecer na primeira metade da noite. Por isso, uma estratégia, se nada mais estiver funcionando, é dar uma leve acordada na criança de uma a duas horas depois de ela ter adormecido -- cerca de 15 minutos antes do horário em que as crises costumam acontecer. Com isso, o padrão de sono é alterado e há a possibilidade de o episódio de terror noturno ser evitado. 
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