1 de ago de 2014

Até que ponto a tecnologia faz mal na infância?

Até que ponto a tecnologia faz mal na infância?
Queimada, bets, futebol, amarelinha, pega-pega, esconde-esconde, polícia e ladrão. Praticamente todas essas brincadeiras fizeram parte da infância de diversas pessoas e são boas lembranças de uma época quando a maior preocupação era fazer a tarefa da escola.

Hoje, muitas delas ainda estão presentes no dia a dia de várias crianças, mas algo mudou. Se antes grande parte dos pequenos passava o dia brincando na rua com os amigos, hoje é cada vez mais comum vermos crianças dentro de casa a maior parte do tempo. Tal realidade foi acarretada por diversos fatores ao longo dos anos — como o quesito “segurança”, especialmente em cidades grandes. Mas a tecnologia também tem um dedo nessa história.

Agora, a televisão, o video game de última geração e o computador são outros bons motivos que fazem com que as crianças saiam ainda menos de casa — afinal, a diversão encontra-se logo ali, no conforto e na segurança do quarto ou da sala de estar. Por causa disso, diversos estudos foram e continuam sendo desenvolvidos a fim de responder a (polêmica) questão: afinal, a tecnologia faz mal às crianças?

Trocando o lápis pelo teclado

As crianças da geração atual (ou Z, com datas de aniversário a partir da segunda metade da década de 90) nasceram na era dos computadores, tablets, smartphones e, principalmente, da internet — algo com que as pessoas da geração anterior só puderam ter um contato maior no início da adolescência. O primeiro efeito disso, todo mundo sabe: essas crianças possuem uma maior facilidade e um rápido aprendizado quanto ao uso das tecnologias. Outra consequência desse contato “precoce” com computadores é a utilização do teclado antes mesmo do lápis pelas crianças — já que, hoje, é cada vez mais comum vermos os pequenos aprendendo a escrever o nome primeiramente pelas teclas do desktop ou notebook dos pais do que a partir de um livro de caligrafia.

Já um pouco maiores, perto do período da adolescência, as pessoas da geração Z também entram no mundo das trocas de mensagens instantâneas na internet e pelo celular. Nesses meios de comunicação, o uso de gírias e termos específicos é cada vez maior — grande parte não segue nenhuma regra gramatical tradicional.

Analisando esse quadro, alguns pesquisadores começaram a se questionar se tal realidade estaria fazendo com que as crianças de hoje escrevam pior do que as de outras gerações. O que eles encontraram, na verdade, foi algo bastante positivo.

Revolução literária

Como em todos os estudos, sempre são encontrados os lados negativos e positivos de cada questão analisada. No caso da escrita por parte das crianças que cresceram com computadores, algumas pesquisas apontam que a nova geração estaria se encaminhando, na verdade, para uma revolução literária que não é vista desde a civilização grega.

Isso aconteceria devido ao fato de que, como os computadores, tablets e smartphones estão sempre por perto no dia a dia, as pessoas estariam escrevendo constantemente — já que a maior parte da comunicação por esses meios envolve a escrita.

Além disso, no passado, fora da escola (e mesmo em certas profissões), algumas pessoas não escreviam quase nada por dia. Meu filhote está indo pelo mesmo caminho dessas tecnologia ele chega chora quando alguma coisa da errado eu falo que não é assim mais adianta não. É como fala com a porta que é oca dura por por fora oca por dentro*
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