17 de jun de 2014

Vou fala da pobreza e da Riqueza*

Pobreza

A pobreza pode ser entendida em vários sentidos, principalmente:
  • Carência cogonal; tipicamente envolvendo as necessidades da vida cotidiana como alimentação, vestuário, alojamento e cuidados de saúde. Pobreza neste sentido pode ser entendida como a carência de bens e serviços essenciais.
  • Falta de recursos económicos; nomeadamente a carência de rendimento ou riqueza (não necessariamente apenas em termos monetários). As medições do nível económico são baseadas em níveis de suficiência de recursos ou em "rendimento relativo". A União Europeia, nomeadamente, identifica a pobreza em termos de "distância económica" relativamente a 60% do rendimento mediano da sociedade.
  • Carência Social; como a exclusão social, a dependência e a incapacidade de participar na sociedade. Isto inclui a educação e a informação. As relações sociais são elementos chave para compreender a pobreza pelas organizações internacionais, as quais consideram o problema da pobreza para lá da economia.
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    O que significa a pobreza?

    Não é fácil descrever algo que nos assusta. É como olhar para um poço sem fundo. Mas para se perceber o que é a pobreza, para se pensar nela e agir, há que começar a olhar à nossa volta, para lá das nossas vidas, e mergulhar no “poço sem fundo…”


    A pobreza não tem só a ver com os aspectos económicos e financeiros, também afecta o bem-estar físico psicológico, a atitude social, a autoconfiança, a ideia de reconhecimento social, a capacidade de reivindicar direitos e dignidade, e por último, mas não menos importante, a esperança.
    Estruturas de pobreza – as formas tradicionais de pobreza continuam profundamente enraizadas, mas fundem-se com as actuais formas de pobreza ligadas ao modelo da sociedade de consumo. O resultado é uma mistura dramática de pobreza, é um mecanismo assustador de uma nova dupla estrutura de pobreza como força multifacetada e até dEstruturas de pobreza – as formas tradicionais de pobreza continuam profundamente enraizadas, mas fundem-se com as actuais formas de pobreza ligadas ao modelo da sociedade de consumo. O resultado é uma mistura dramática de pobreza, é um mecanismo assustador de uma nova dupla estrutura de pobreza como força multifacetada e até dominante.
    Não é só uma questão de dinheiro – grande parte das pessoas pede ajuda financeira, especialmente para pagar contas de consumos domésticos (água, gás, electricidade). Elas têm geralmente dívidas a saldar. Outras têm problemas comportamentais e/ou do foro psíquico. A violência doméstica é um problema. A quantidade de pessoas que precisam de ajuda é muito diversa. O problema da pobreza é muito diverso e complexo. Não é só uma questão de dinheiro.
    1.2. Há cada vez mais vulnerabilidade e uma crescente polarização social
    A globalização tem alguns vencedores e muitos perdedores. Os pobres estão entre aqueles que não podem participar na onda de mudança e que, de certa forma, são esmagados por ela. Para além disso, a recente crise global criou problemas dramáticos para aqueles que pareciam estar mais confiantes e protegidos.
    O crescimento do desemprego tem implicações graves para as famílias, indivíduos, coesão social e finanças nacionais.
    Devido à crise, verifica-se uma redução na diferença entre a chamada classe média e a classe baixa.
    A economia de mercado polariza a sociedade. A pobreza muda conforme as mudanças operadas na sociedade.
    1.3. Ser pobre significa ter falta de segurança e estabilidade:
    No trabalho, habitação e saúde, pouca integração social e relacional, poucos recursos financeiros, falta de acesso a um bom sistema de assistência social, um estatuto jurídico incerto e horizontes limitados em termos de família de origem. Tudo isto gera um agravamento da situação que a pessoa sozinha não consegue evitar e que acaba por se replicar.
    Actualmente, fala-se menos de pobreza e mais de exclusão social. Esta última refere-se à situação de trabalho. Quando se tem emprego,mesmo sendo pobre - é-se considerado socialmente incluído.Estar socialmente incluído, significa assumir responsabilidades e estar envolvido no processo democrático, participar em grupos , etc… 1.4. Ser pobre não é a mesma coisa em todo o lado
    Qualquer programa ou acção de combate à pobreza tem como pré-requisito um conhecimento profundo e exacto do contexto local e a proximidade das pessoas que nele vivem.
    “Estatisticamente, Portugal caracteriza-se por ter uma das maiores diferenças entre ricos e pobres. Para além disso, o risco de cair na pobreza é alto. Houve um enorme movimento migratório da campo para as cidades costeiras. É difícil passar de um contexto rural para um contexto baseado em serviços.
    Registaram-se grandes mudanças, mas ainda não se consolidaram. A formação não é apropriada. Avaançamos em direcção ao modelo europeu, mas ainda não chegámos lá. Agora não temos jovens. Eles vão-se embora. Estamos a fechar escolas e a abrir lares para a terceira idade!” (Prof. José Pires Manso).Espero que todos algun dia sejamos iguais
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