12 de mai de 2014

Fui busca ele na escola as 10 horas*

Eu perguntei como foi ele disse que caiu machucou o dedinho e as professoras não trocou a bermuda dele molhada se eu pudesse colocar ele naquela bolinha que fica lá dentro mas não posso tenho que deixa ele viver mas eu fico come do porque ele teve pneumonia e qualquer espirro já me preocupo mas tenho que fica calma e deixa a vida seguir eu sei que faz mal uma super proteção ao filho

Os riscos da superproteção
Zelar excessivamente pelos filhos pode prejudicar o desenvolvimento deles; mães devem buscar o equilíbrio e estimular a independência
O amor é tão grande que queremos proteger sempre, cuidar em todas as situações", diz a vendedora Alexsandra Seregni (ao fundo), mãe de Thamires, de 16 anos, e Stephani, de 12
Sempre dizem que quando nasce um bebê, nasce uma mãe. E que com ela nasce também a necessidade de proteção. Desde o primeiro momento, a mulher sente o desejo de zelar pelo seu bebê, que chega ao mundo tão indefeso e dependente. É indiscutível a importância da presença materna, especialmente nos primeiros meses e anos de vida, mas é preciso ter cuidado para não ”exagerar na dose”. Especialistas alertam que a superproteção pode trazer consequências negativas ao futuro da criança.
”Crianças superprotegidas pelos pais muitas vezes não desenvolvem autoconfiança e autoestima. Isso é muito prejudicial, pois podem se tornar adultos sem iniciativa, criatividade, pouco independentes e, às vezes, até agressivos”, alerta a psicóloga clínica Annie Wielewicki, de Londrina.
Ela destaca que, conforme a criança vai crescendo, é preciso ensiná-la a fazer as coisas por si. ”Isso começa em situações rotineiras, como se alimentar e se vestir. No início, a mãe tem que fazer tudo pela criança. Com o passar do tempo deve fazer as coisas junto e depois deixar que ela faça sozinha”, orienta.
Um ponto negativo é que muitas mães tentam – a todo custo – evitar a frustração de seus filhos. Com isso, tornam-se superprotetoras e até mesmo permissivas. ”Algumas mães chegam a fazer as tarefas escolares para evitar que a criança cometa erros. Isso não está certo. É preciso dizer não e impor limites desde muito cedo”, aponta.
A superproteção é encarada por algumas mães como uma forma de demonstrar amor aos filhos
Zelar excessivamente pelos filhos pode prejudicar o desenvolvimento deles; mães devem buscar o equilíbrio e estimular a independência
"O amor é tão grande que queremos proteger sempre, cuidar em todas as situações", diz a vendedora Alexsandra Seregni (ao fundo), mãe de Thamires, de 16 anos, e Stephani, de 12
Sempre dizem que quando nasce um bebê, nasce uma mãe. E que com ela nasce também a necessidade de proteção. Desde o primeiro momento, a mulher sente o desejo de zelar pelo seu bebê, que chega ao mundo tão indefeso e dependente. É indiscutível a importância da presença materna, especialmente nos primeiros meses e anos de vida, mas é preciso ter cuidado para não ”exagerar na dose”. Especialistas alertam que a superproteção pode trazer consequências negativas ao futuro da criança.
”Crianças superprotegidas pelos pais muitas vezes não desenvolvem autoconfiança e autoestima. Isso é muito prejudicial, pois podem se tornar adultos sem iniciativa, criatividade, pouco independentes e, às vezes, até agressivos”, alerta a psicóloga clínica Annie Wielewicki, de Londrina.
Ela destaca que, conforme a criança vai crescendo, é preciso ensiná-la a fazer as coisas por si. ”Isso começa em situações rotineiras, como se alimentar e se vestir. No início, a mãe tem que fazer tudo pela criança. Com o passar do tempo deve fazer as coisas junto e depois deixar que ela faça sozinha”, orienta.
Um ponto negativo é que muitas mães tentam – a todo custo – evitar a frustração de seus filhos. Com isso, tornam-se superprotetoras e até mesmo permissivas. ”Algumas mães chegam a fazer as tarefas escolares para evitar que a criança cometa erros. Isso não está certo. É preciso dizer não e impor limites desde muito cedo”, aponta.
A superproteção é encarada por algumas mães como uma forma de demonstrar amor aos filhos. Isso, porém, não corresponde à realidade. ”É preciso preparar a criança para a vida. Uma hora ela terá que enfrentar sozinha a escola, o trabalho e outras situações”, defende a psicóloga.
Mas a tarefa nem sempre é fácil. Encontrar o equilíbrio é um dos maiores desafios da maternidade. ”Sempre procurei protegê-las o máximo possível, ser presente, compartilhar momentos, dialogar”, afirma a vendedora Alexsandra Hoffmann Seregni, mãe de Thamires, de 16 anos, e Stephani, de 12.
Ela conta que não deixava as meninas frequentarem a casa de amigos sem antes conhecer a família. ”Só dormiram fora de casa quando tinham entre 9 e 10 anos. Até hoje quando vão na casa de um colega da escola, por exemplo, procuro ligar para a mãe para saber onde minhas filhas vão estar e com quem. Hoje tudo está muito perigoso”, ressalta.
Apesar de se considerar superprotetora, ela garante que tenta não exagerar, pois reconhece a importância de desenvolver a independência das filhas. ”Não é fácil. O amor é tão grande que queremos proteger sempre, cuidar em todas as situações. Mas elas já são adolescentes e devem resolver seus próprios problemas. A terapia me ajudou bastante”, conta Alexsandra, que buscou o acompanhamento de uma psicóloga para uma das filhas e acabou aprendendo muito.
De acordo com Annie, os pais devem estar abertos e procurar ajuda quando houver necessidade. ”É importante conversar com outros pais, fazer leituras sobre o assunto e buscar ajuda profissional. Tudo isso ajuda a encontrar o equilíbrio”, pontua.
Alexsandra acredita que está no caminho certo. ”Sinto-me uma mãe feliz. Minhas filhas são companheiras e muito apegadas à família. Creio que consegui dosar a proteção dispensada a elas”, diz, ressaltando que é importante dialogar com os filhos para conhecê-los o máximo possível Transmitir valores cristãos também é fundamental na educação”, finaliza.
Os riscos da superproteção
3rd mai 2013
Os riscos da superproteção
Zelar excessivamente pelos filhos pode prejudicar o desenvolvimento deles; mães devem buscar o equilíbrio e estimular a independência
Marcos Zanutto"O amor é tão grande que queremos proteger sempre, cuidar em todas as situações", diz a vendedora Alexsandra Seregni (ao fundo), mãe de Thamires, de 16 anos, e Stephani, de 12
Sempre dizem que quando nasce um bebê, nasce uma mãe. E que com ela nasce também a necessidade de proteção. Desde o primeiro momento, a mulher sente o desejo de zelar pelo seu bebê, que chega ao mundo tão indefeso e dependente. É indiscutível a importância da presença materna, especialmente nos primeiros meses e anos de vida, mas é preciso ter cuidado para não ”exagerar na dose”. Especialistas alertam que a superproteção pode trazer consequências negativas ao futuro da criança.
”Crianças superprotegidas pelos pais muitas vezes não desenvolvem autoconfiança e autoestima. Isso é muito prejudicial, pois podem se tornar adultos sem iniciativa, criatividade, pouco independentes e, às vezes, até agressivos”, alerta a psicóloga clínica Annie Wielewicki, de Londrina.
Ela destaca que, conforme a criança vai crescendo, é preciso ensiná-la a fazer as coisas por si. ”Isso começa em situações rotineiras, como se alimentar e se vestir. No início, a mãe tem que fazer tudo pela criança. Com o passar do tempo deve fazer as coisas junto e depois deixar que ela faça sozinha”, orienta.
Um ponto negativo é que muitas mães tentam – a todo custo – evitar a frustração de seus filhos. Com isso, tornam-se superprotetoras e até mesmo permissivas. ”Algumas mães chegam a fazer as tarefas escolares para evitar que a criança cometa erros. Isso não está certo. É preciso dizer não e impor limites desde muito cedo”, aponta.
A superproteção é encarada por algumas mães como uma forma de demonstrar amor aos filhos. Isso, porém, não corresponde à realidade. ”É preciso preparar a criança para a vida. Uma hora ela terá que enfrentar sozinha a escola, o trabalho e outras situações”, defende a psicóloga.
Mas a tarefa nem sempre é fácil. Encontrar o equilíbrio é um dos maiores desafios da maternidade. ”Sempre procurei protegê-las o máximo possível, ser presente, compartilhar momentos, dialogar”, afirma a vendedora Alexsandra Hoffmann Seregni, mãe de Thamires, de 16 anos, e Stephani, de 12.
Ela conta que não deixava as meninas frequentarem a casa de amigos sem antes conhecer a família. ”Só dormiram fora de casa quando tinham entre 9 e 10 anos. Até hoje quando vão na casa de um colega da escola, por exemplo, procuro ligar para a mãe para saber onde minhas filhas vão estar e com quem. Hoje tudo está muito perigoso”, ressalta.
Apesar de se considerar superprotetora, ela garante que tenta não exagerar, pois reconhece a importância de desenvolver a independência das filhas. ”Não é fácil. O amor é tão grande que queremos proteger sempre, cuidar em todas as situações. Mas elas já são adolescentes e devem resolver seus próprios problemas. A terapia me ajudou bastante”, conta Alexsandra, que buscou o acompanhamento de uma psicóloga para uma das filhas e acabou aprendendo muito.
De acordo com Annie, os pais devem estar abertos e procurar ajuda quando houver necessidade. ”É importante conversar com outros pais, fazer leituras sobre o assunto e buscar ajuda profissional. Tudo isso ajuda a encontrar o equilíbrio”, pontua.
Alexsandra acredita que está no caminho certo. ”Sinto-me uma mãe feliz. Minhas filhas são companheiras e muito apegadas à família. Creio que consegui dosar a proteção dispensada a elas”, diz, ressaltando que é importante dialogar com os filhos para conhecê-los o máximo possível. ”Transmitir valores cristãos também é fundamental na educação”, finaliza.
Adolescentes ficam mais vulneráveis
César Augusto
A psicóloga Annie Wielewicki: "É importante ensinar outras formas de educar"
Superproteger os filhos em qualquer fase da vida não é recomendável. Na adolescência, porém, as consequências podem ser ainda mais intensas. ”Um risco é o adolescente, que não desenvolveu tanto sua autoestima e autoconfiança, ficar mais vulnerável e acabar se envolvendo em situações de risco”, cita a psicóloga Annie Wielewicki.
Na ânsia de proteger, há mães que ”pegam no pé” dos filhos adolescentes excessivamente, o que não é benéfico. ”Isso diminui a vontade do filho querer ficar com a mãe e a relação vai se tornando distante. Para que não chegue a este ponto, é preciso investir no diálogo desde muito cedo”, comenta.
Segundo Annie, as mães normalmente educam de acordo com os modelos que foram passados a ela. ”A superproteção nem sempre é uma escolha, mas a maneira como ela aprendeu. Por isso, é importante ensinar outras formas de educar”, destaca. Mas eu como mãe quero proteger cuida e deixa as coisas ruim de lado do mundo fora dele mas agente tem que deixa eles crescer
Postar um comentário