13 de out de 2013

Primeiros castigos

Estou nessa fase esta complicado, mas isso passa são fases que a toda criança passa*

Eles só têm efeito se a criança entender o que está acontecendo.

Entre o segundo e o terceiro ano, junto com todas as descobertas da criança que os pais acompanham com or- gulho e entusiasmo, começam também as travessuras e as desobediências aos novos comandos: "não suba a escada, não pule no sofá, cuidado com a mesa, aí não pode mexer..." Ordens que os pais tentam fazer valer lançando mão das armas mais espontâneas: falam e conversam, depois falam mais alto, gritam, ficam histéricos e, para não recorrer às palmadas, acabam apelando para os castigos. Depois de uma bronca, colocam a criança no quarto "para pensar no que fez de errado". Com algumas, a estratégia parece funcionar, com outras, o efeito é zero - elas parecem até debochar da punição.

Anos difíceis

A primeira sugestão dos especialistas aos pais é que tentem compreender a fase em que a criança de 2, 3 anos está. Nessa idade, as reações de indiferença à disciplina podem indicar que a criança não entendeu o que está acontecendo. Durante ou após o castigo, ela mantém a mesma atitude não para desafiar os pais, mas porque é o que sabe fazer: se entreter com as coisas ao seu redor, como parte da vontade natural de descobrir e explorar o ambiente.

Mesmo a criança que sai do castigo parecendo assumir os seus "pecados" volta a repetir as malcriações e bagunças pelas quais foi punida. É outra prova de que ela, de fato, ainda não consegue relacionar as broncas com as suas atitudes.

 
Primeiros castigos

Eles só têm efeito se a criança entender o que está acontecendo.

Entre o segundo e o terceiro ano, junto com todas as descobertas da criança que os pais acompanham com or- gulho e entusiasmo, começam também as travessuras e as desobediências aos novos comandos: "não suba a escada, não pule no sofá, cuidado com a mesa, aí não pode mexer..." Ordens que os pais tentam fazer valer lançando mão das armas mais espontâneas: falam e conversam, depois falam mais alto, gritam, ficam histéricos e, para não recorrer às palmadas, acabam apelando para os castigos. Depois de uma bronca, colocam a criança no quarto "para pensar no que fez de errado". Com algumas, a estratégia parece funcionar, com outras, o efeito é zero - elas parecem até debochar da punição, como acontece na casa da publicitária Elza, mãe de Lia, de 3 anos e meio, e Lara, com pouco mais de 2 anos.

"Com a mais velha, o castigo sempre funciona. Ela sai do quarto dizendo que entendeu que esta-va errada. Mas com a menor, o resultado é absolutamente nada", conta Elza. A caçula Lara costuma enfrentar a ira da mãe quando joga todo o leite da mamadeira no chão, mesmo depois de Elza pedir 300 vezes para parar, ou quando resolve tirar um brinquedo da irmã a qualquer custo, até à base de mordidas. Só que, no castigo, a garotinha sempre descobre algo para brincar ou se distrair no quarto ou escritório onde está reclusa.

"O tempo passa, 2, 3, 5 minutos, e a Lara nem ao menos me chama. Ela parece não tomar conhecimento de que está sendo punida ou de que eu fiquei muito brava. Acabo abrindo a porta, ela sai com a carinha sorridente de sem-pre e o assunto é esquecido", diz Elza, que já desistiu do castigo como forma de tentar ensinar algo a essa filha. "No caso dela, estou aberta a qualquer sugestão que a faça me levar a sério", brinca a mãe.

Anos difíceis

A primeira sugestão dos especialistas aos pais é que tentem compreender a fase em que a criança de 2, 3 anos está. Nessa idade, as reações de indiferença à disciplina podem indicar que a criança não entendeu o que está acontecendo. Durante ou após o castigo, ela mantém a mesma atitude não para desafiar os pais, mas porque é o que sabe fazer: se entreter com as coisas ao seu redor, como parte da vontade natural de descobrir e explorar o ambiente.

Mesmo a criança que sai do castigo parecendo assumir os seus "pecados" volta a repetir as malcriações e bagunças pelas quais foi punida. É outra prova de que ela, de fato, ainda não consegue relacionar as broncas com as suas atitudes. Ou, simplesmente, não lembra das ordens que a mamãe já repetiu, como no exemplo de Elza, 300 vezes.

Com paciência

Nada disso justifica, no entanto, que essa criança fique à vontade para fazer o que bem entende. Justamente por não entender ainda as relações de causa e efeito e ser movida a uma curiosidade sem fim, os pais precisam determinar regras e repeti-las várias vezes, de maneira muito clara e firme.

O objetivo principal dessa tarefa, reforçam os especialistas, é educar os pequenos para um comportamento saudável e garantir sua segurança, afastando-os dos perigos que ainda ignoram. A ressalva é importante porque muitos pais não se dão conta de que utilizam os castigos ou qualquer outra forma de punição só com o intuito de ter dentro de casa uma criança boazinha. O resultado é um relacionamento desgastante entre pais e filhos e principalmente enlouquecedor para a criança, porque a forçará, a maior parte do tempo, a ir contra sua própria natureza, agitada e investigadora nessa idade.

Em outras palavras, mesmo que os pais precisem estar sempre colocando a criança nos trilhos, não podem querer controlar totalmente suas ações. É essa percepção de limites, por parte dos pais, que evitará confrontos desnecessários, em situações em que não se pode mesmo vencer os pequenos, com ou sem castigo.


Bronca firme em 5 passos
1- Privação. A forma mais adequada de castigar é privar a criança de algo prazeroso, como ver um desenho na TV ou fazer o passeio predileto.
2- Sem bravatas. Ela precisa entender, em linguagem clara para a sua idade e sempre em tom sério e firme, por que está merecendo o castigo. Ele deve ser compatível com o deslize cometido. Freqüentemente, pressionados pelo estresse do trabalho, os pais acabam explodindo com a criança por uma razão menor, descarregando nela suas frustrações. E ficar muito bravo, pegar a criança intempestivamente pelo braço e trancá-la no quarto só a amedronta. Dominada pelo medo, a primeira coisa que ela vai esquecer é a razão do castigo.
3- A conversa. A mãe ou o pai devem se sentar com o pequeno e apontar mais uma vez o que ele estava fazendo de errado - arriscando-se a cair, a machucar-se, machucar o irmão ou amigo. E, para aprender a não agir mais dessa maneira, por exemplo, ela vai ficar sentada em seu quarto, por alguns minutos, longe das brincadeiras.
4- De olho. O castigo deve ser vigiado, com a mãe ou o pai por perto, ocupados com uma atividade qualquer. Esgotado o tempo, é preciso explicar à criança que o castigo acabou e ela já pode voltar a brincar. Nessa hora, precisa ser advertida: se voltar a cometer a mesma falta, será castigada de novo.
5- O afeto continua. É essencial a criança saber que o aborrecimento dos pais foi motivado por uma falta específica e que, em nenhum momento, eles deixaram de amá-la. Nessa idade, o medo do abandono é real e facilmente os pequenos imaginam que a "bronca" é para sempre e os pais não gostam mais deles.
 

 
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