1 de abr de 2013

Rabinhos ao léu

Rabinhos ao léu

A rotina do bacio


O Verão é a altura ideal para largar a fralda, enquanto que as épocas frias são mais incomodas, porque é necessário retirar muita roupa.
A aprendiz agem do controlo dos esfíncteres deve iniciar-se sem pressas nem pressões e o tempo quente é propício para que a criança se sinta mais à vontade. Cerca dos dois anos, as crianças costumam conseguir controlar as deposições, o controlo da urina diurna costuma conseguir-se entre os dois anos e os três. Durante a noite, é natural que a criança mantenha alguns escapes até aos três anos ou três anos e meio. Contudo, cada criança tem o seu próprio ritmo e estas idades que referenciamos são meramente orienta tivas.
Existem algumas crianças que necessitam de fralda durante o período noturno até cerca dos quatro anos. Quando a criança a partir desta idade não consegue controlar os esfíncteres, os pais devem pedir o conselho ao pediatra.
Iniciar a aprendiz agem Prescindir das fraldas não é uma decisão dos pais, mas sim da própria criança. Como tal, aconselha-se a que os pais não iniciem esta aprendiz agem antes dos vinte meses, sem obrigar a criança e estando atentos a certas pistas que podem indiciar se a criança já está pronta para começar a despedir-se da fralda. Uma boa forma de começar a aprendiz agem é propor à criança: “Queres que te tire a fraldinha para fazeres chichi e cocó no bacio, agora que já és um menino crescido?”.
Quando a criança concorda é uma boa oportunidade para começar. Caso a criança não se mostre disponível, o melhor é esquecer e voltar a tentar mais tarde. Para que a criança se mostre facilmente disponível, convém escolher os momentos em que está bem disposta. É importante que a criança viva esta aprendiz agem como uma conquista pessoal e não como uma imposição.
Uma criança precisa de aprender a controlar-se sem ter a impressão de ser forçada. Os pais devem elogiar os seus avanços para que se sinta orgulhosa e sinta os seus progressos como um triunfo. Se a criança está fisiologicamente madura e a aprendiz agem não for prematura nem muito rígida, o mais provável é que rapidamente consiga controlar os esfíncteres.
Fracassos e retrocessos Quando a criança aceita colaborar mas, por si só, não pede espontaneamente o bacio, os pais podem sentá-la nele, sempre que a criança estiver de acordo. Os pais devem sentar a criança no bacio cerca de quatro vezes por dia, procurando o mesmo horário. O melhor horário será a meio da manhã, depois de almoço, ao fim da tarde e antes de se deitar. Contudo, não devem obrigá-la a permanecer muito tempo sentada no bacio, mesmo que a criança não consiga fazer chichi ou cocó devem sempre elogiá-la por ter tentado.
A criança deve gostar do bacio e a melhor forma é que tenha sido ela a escolhê-lo para ter menos provabilidades de o rejeitar.Quando o controlo dos esfíncteres se estabeleceu prematuramente ou sob muitas pressões, a criança pode apresentar retrocessos. Algumas crianças fazem chichi no bacio sem problemas, mas continuam a fazer cocó nas fraldas durante um tempo. Há crianças que conseguem o controlo dos esfíncteres rapidamente, mas outras demoram mais algum tempo. Os pais não devem considerar como fracassos as eventuais recaídas.
Para acontecer um retrocesso poderá bastar uma mudança de ambiente ou um conflito emocional. O nascimento de um irmão, férias, entrada no infantário… podem fazer com que a criança volte a fazer chichi na cama. Nestes casos, os pais não devem dramatizar a situação ou atribuir importância ao incidente. Com amor, muito carinho e algumas palavras de incentivo
Regra geral, é normal que a criança comece por fazer cocó porque habitualmente as crianças fazem cocó na fralda após as refeições. Se a criança não fizer depois de estar cerca de dez minutos sentada, é melhor retirá-la e colocá-la de novo, dentro de uma hora. Convém que não a obriguem a permanecer mais tempo para que não se enfastie do bacio. Para que a criança sinta necessidade de ir ao bacio, agora que o tempo está quente, podem vestir-lhe apenas uns calções de elástico na cintura para que sejam fáceis de retirar.
A criança ao sentir que não tem o volume da fralda, entende que não deve fazer no calção e, consequentemente, no chão. É natural que durante as primeiras experiências faça chichi nos calções, os pais não devem ralhar-lhe mas, explicar-lhe que agora se deve comportar como um menino crescido.
Atenção aos sinais
As crianças quando iniciam esta nova etapa, muitas vezes quando ainda não controlam totalmente os esfíncteres ainda não têm noção das suas possibilidades e, se estão a brincar, mesmo que sintam necessidade, são capazes de estar até ao último momento sem irem para o bacio. Contudo, se os pais estiverem atentos podem verificar alguns sinais como, por exemplo: a criança começa a tremer, junta os joelhos como se os apertasse, encolhe-se... Nestas alturas deve colocá-la no bacio e explicar-lhe que sempre que tem vontade deve sentar-se nele.
Se a criança já anda habitualmente sem fralda e tem que sair de casa, antes de sair, sente-a no bacio e explique-lhe que não lhe vai colocar a fralda porque vai mais bonita sem ela, mas que terá de fazer chichi antes da partida para que possa aguentar até chegar, por exemplo, a casa da avó. Na hora de se deitar, antes de colocar a criança na cama, sente-a por uns minutos no bacio.
Se acorda de noite, aproveite também para a colocar no bacio – muitas vezes, fazem chichi meios adormecidos. Muitas crianças, levam algum tempo a habituar-se a pedir para irem ao bacio enquanto outras rapidamente se sentam nele sozinhas. Seja qual for a atitude do seu filho, não lhe ralhe quando tem um escape. Ao longo do dia, pergunte-lhe se ele não tem vontade de ir ao bacio, independentemente de o colocar periodicamente nele.
Durante a noite ou até mesmo de dia, é natural que as crianças tenham escapes até ultrapassarem esta fase de aprendiz agem. É também natural que depois de um longo período em que parecem bem adaptadas, tenham outro período em que parecem retroceder. Nesta fase, qualquer alteração nas suas rotinas pode influenciar esta situação.
A mudança da pessoa que a cuida, a mudança de casa, o nascimento de um irmãozinho ou até um pequeno susto ou acidente podem fazer com que a sua aprendiz agem volte à estaca zero.Não desespere, seja tolerante e tente explicar ao seu filho que está apenas triste por ter de lhe colocar de novo a fralda. Ajude-o com carinho a voltar à rotina do bacio.
No infantário
Se o seu filho está no infantário, certamente a sua experiência no bacio vai processar-se nessa instituição. É natural que, as crianças que estão na idade de largar a fralda – desfralde –, sejam todas colocadas em simultâneo nos respetivos bacios. Seja por imitação ou não, a verdade é que esta estratégia promovida por alguns infantários resulta muitas vezes mais facilmente, com as crianças, do que em casa.
Quando a criança se está a adaptar ao bacio na instituição deve falar com a educadora para que a criança não quebre a rotina em casa. Se iniciou a rotina do bacio em casa, deve, da mesma forma, falar com a educadora para que esta siga o mesmo procedimento na instituição.
Texto: Maria Martins
Revisão científica: Dra. Isabel Paz, Pediatra. 26/09/2012
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