28 de abr de 2013

Distúrbios da Saúde Mental

separação é a ansiedade excessiva que vai além do esperado para o grau de desenvolvimento da criança. Geralmente, o que desencadeia o distúrbio é alguma tensão na vida da criança (p.ex., morte de um parente, amigo ou animal de estimação, uma mudança geográfica ou a mudança de escola).
Sintomas
O distúrbio da ansiedade da separação dura pelo menos um mês e causa uma angústia importante ou um certo grau de comprometimento no desempenho da criança. A duração do distúrbio reflete a sua gravidade. As crianças com este distúrbio sentem uma grande angústia ao serem separadas de casa ou de pessoas às quais estão ligadas. Freqüentemente, essas crianças precisam saber onde essas pessoas se encontram, ficando preocupadas, com medo de que alguma coisa terrível irá lhes acontecer. Elas não se sentem confortáveis ao viajar sem companhia e podem recusar- se a freqüentar a escola, a ir a um acampamento de férias ou a visitar ou dormir na casa de amigos. Algumas crianças são incapazes de permanecer sozinhas no quarto, agarrando-se no pai ou na mãe ou seguindo-os por toda a casa.
Freqüentemente, apresentam dificuldades na hora de dormir. Uma criança com distúrbio da ansiedade da separação pode insistir para que alguém permaneça no quarto até ela adormecer. Os pesadelos podem desvendar os medos da criança (p.ex., destruição da família em um incêndio ou em decorrência de uma catástrofe).
Tratamento
Como a criança com este distúrbio freqüentemente evita a escola, um objetivo imediato do tratamento é capacitar a criança a retomar suas atividades escolares. Muitas vezes, uma terapia de apoio é suficiente, sobretudo quando ela é facilitada pelos pais e professores. Nos casos mais graves, o tratamento com medicamentos ansiolíticos (contra a ansiedade) e antidepressivos pode ser eficaz. Uma pequena porcentagem dessas crianças apresenta sintomas graves que exigem a sua hospitalização.

Distúrbio da Ansiedade da Separação

Os distúrbios somatiformes consistem em um grupo de distúrbios nos quais um problema psicológico subjacente causa sintomas físicos angustiantes ou incapacitantes.
Uma criança com um distúrbio somatiforme pode apresentar vários sintomas sem qualquer evidência de uma causa física (p.ex., dor, dificuldade respiratória e fraqueza). Freqüentemente, a criança apresenta sintomas de uma doença que ela observou em membros da família. Em geral, ela não tem consciência de que existe uma conexão entre os sintomas e o problema psicológico subjacente.
Os principais tipos de distúrbios somatiformes são o distúrbio de conversão, o distúrbio de somatização e a hipocondria. No distúrbio de conversão, a criança converte o problema psicológico em um sintoma físico. Por exemplo, pode parecer que criança apresenta paralisia de um membro superior ou inferior, ela pode apresentar surdez ou cegueira ou convulsões simuladas. O distúrbio de somatização é semelhante ao distúrbio de conversão, mas a criança passa a apresentar muitos sintomas que são mais vagos. Na hipocondria, a criança mostra obsessão pelas funções orgânicas (p.ex., batimentos cardíacos, digestão e sudorese) e está convencida de que tem uma doença grave quando na verdade não apresenta qualquer anormalidade. Esses três tipos de distúrbios somatiformes também ocorrem nos adultos.
O distúrbio de conversão e a hipocondria são igualmente comuns em crianças pequenas de ambos os sexos, mas são mais comuns em adolescentes do sexo feminino que em adolescentes do sexo masculino. O distúrbio de somatização ocorre quase que exclusivamente em meninas.
Diagnóstico
Antes de definir que uma criança apresenta um distúrbio somatiforme, o médico assegura-se de que ela não tem doença física que justifique os sintomas. No entanto, é evitada a realização de exames laboratoriais exaustivos porque podem reforçar na criança a idéia da existência de um problema físico. Quando uma doença física não é detectada, o médico deve conversar com a criança e familiares para tentar identificar problemas psicológicos ou relações familiares anormais que estejam por trás da queixa clínica.
Tratamento
A criança pode recusar a idéia de consultar um psicoterapeuta, pois o tratamento ameaça desvendar conflitos psicológicos ocultos. No entanto, as visitas relativamente breves a um terapeuta que lhe dêem confiança e abordem áreas não médicas podem desfazer gradualmente o padrão de comportamento da criança. As atitudes de confiança e a ajuda dos membros da família ajudam a minimizar os sintomas físicos, os quais são a forma utilizada pela criança para receber atenção.
Beijos, Nelinha{#}
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