3 de abr de 2013

Como manter a segurança das crianças na escola

As crianças passam cada vez mais tempo na escola. Embora a incidência de acidentes graves seja menor do que no trânsito ou em casa, não dá para arriscar. “É importante criar um ambiente adequado para cada faixa etária”, diz Liamara Montagner, coordenadora de educação infantil do Colégio Santo Américo, de São Paulo. O desafio, segundo ela, é estimular com segurança. Afinal, correr e brincar fazem parte do desenvolvimento.

O lugar mais propício aos acidentes é o playground. Por isso, verifique se os equipamentos da escola do seu filho seguem as normas da ABNT (Associação Brasileira de Normas e Técnicas). Uma delas é a barreira de segurança em torno dos balanços. Elas servem para impedir que as crianças ao redor passem correndo e sejam atingidas pelos brinquedos em movimento. Outra medida importante diz respeito ao piso dos parquinhos e das quadras esportivas. “Devem ser de areia fofa, grama ou emborrachado, para absorver o impacto”, diz Alessandra Françoia, coordenadora nacional da ONG Criança Segura. Mas o espaço interno também precisa de adaptações.

No caso dos menores, por exemplo, as cadeiras e as pias devem ter a altura adequada para garantir que as crianças se movimentem com autonomia e segurança. As escadas também podem oferecer riscos. O ideal é que até os 4 anos de idade, as crianças só andem dentro da escola acompanhadas por adultos. As janelas, assim como em casa, precisam de grades de proteção.

As medidas de segurança de casa, em geral, devem ser transferidas para a escola. Isso inclui também ensinar as crianças a respeitar os colegas, pois um empurrão de brincadeira pode causar um machucado grave, e a cuidar de si mesma. Noções e valores que, obviamente, são aprendidas com o tempo. Por isso, a supervisão de um adulto deve ser constante.
Mesmo com todos os cuidados, é impossível garantir que seu filho nunca vá voltar para casa com um arranhão. Por isso, outra característica importante é a qualidade dos primeiros-socorros. A escola deve ter pessoas treinadas para lidar com qualquer tipo de emergência, de engasgos a torções. Alessandra Françoia, da Criança Segura, faz um resumo: “Uma escola segura é um misto de adaptação, orientação e supervisão”.
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