28 de mar de 2013

Mãozinhas perigosas: crianças mexem em tudo

Sim, eles querem tocar, pegar, mexer em tudo. Quando começa a andar, a criança descobre o ambiente que a cerca e fica muito curiosa. Isso é saudável e ela deve ter liberdade para se movimentar e exercitar seu desenvolvimento motor. Mas esse é também um momento que exige dose extra de atenção dos pais para evitar acidentes. E, com carinho, chegou a hora de definir limites. Tudo deve ser feito, claro, com bom senso. Para a psicóloga paulista Rosário Benvenga Chede, os pais devem ter em mente que entre 1 e 2 anos o filho imita comportamentos. Por isso, se sente ainda mais atraído pelos objetos que as pessoas da casa usam com freqüência. E essa fase da imitação é muito importante, pois significa aprendizado para a criança. "Mais tarde, a imitação é substituída por um jeito próprio e criativo de resolver as coisas e, dessa ótica, as proibições excessivas dos pais podem limitar as experiências da criança", observa Rosário. Uma saída que facilita todo o processo, segundo ela, é tirar os objetos mais perigosos e valiosos do alcance das mãos da criança. "E, é claro, oferecer a ela muita atividade ao ar livre", completa a psicóloga.

Regras claras
O desacordo dos pais pode deixar a criança confusa. "Ela fica sem saber a quem atender e, principalmente, o que significam sim e não. É importante que se defina um critério", explica a psicóloga Maristela Nunes Pinheiro, da Universidade Católica de Goiás. Ela lembra que as regras não são imutáveis. "À medida que a criança cresce, podem ser mudadas, mas colocadas sempre com clareza. E é prudente, sim, que os pais digam não ao bebê, pois ele pode se machucar ou estragar certos objetos por desconhecer o uso", diz Maristela.

O limite deve ser dado com carinho. Se seu filho quer brincar com o controle da TV, diga que não pode e mostre a ele o brinquedo com o qual pode mexer, indicado para sua idade. "É com essa ajuda que a criança aprende aos poucos a respeitar os limites dos outros para conviver bem socialmente", observa Maristela.

Segurança total Para criar um ambiente seguro para a criança, a Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda atenção aos seguintes itens:

- Proteger as janelas com telas e grades. As piscinas devem ser cercadas ou cobertas com redes apropriadas e as escadas e lajes terem acesso restrito.

- Fechar as tomadas com protetores próprios e não deixar a fiação elétrica da casa exposta em local de circulação da criança.

- Remédios, produtos de limpeza, material inflamável precisam estar fora do alcance das crianças e nunca guardados em recipientes de refrigerantes ou similares.

- Manter a criança afastada de água ou alimentos muito quentes, e de qualquer situação em que exista o risco de fogo.
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